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Sol da Meia Noite | Resenha

em sexta-feira, agosto 28, 2020

Oi pessoal, depois de mais de 10 anos, finalmente o livro da Saga Crepúsculo pela perspectiva do Edward saiu!!! Não resisti e vou contar, sem spoiler, o que achei!
Li os livros quando tinha uns 15 anos, tenho muito carinho pela história, li com meus amigos e acompanhávamos um site chamado Forforks que tinha traduzido o esboço vazado de Sol da Meia Noite. Ainda tenho o arquivo e são as primeiras 250 páginas do livro, com algumas alterações. Na época não sabia como a autora lidou com esse vazamento, e que não era legal consumir esse conteúdo.
Mesmo tendo muito carinho pela história, consigo perceber alguns problemas na história, algumas coisas que podiam ser melhores.
Então vamos começar a resenha pela capa, que mostra uma romã fazendo alusão ao mito de Perséfone e Hades. Esse mito, de forma geral, conta sobre Perséfone, a deusa da agricultura, que encantou Hades, o deus do submundo. A romã foi o fruto que a deusa comeu e a prendeu no mundo inferior, então um acordo foi feito: ela passaria 6 meses na Terra (que marca a primavera) e 6 meses junto a Hades (período do inverno). Segundo Edward, é como se ele fosse Hades e Bella a Perséfone, quanto mais tempo eles passam juntos, mas presa a ele e longe dos amigos e familiares ela fica.
Já na contra capa temos uma escultura de Eros e Psiquê, outro mito, sobre um deus e uma mortal. Afrodite, a deusa da beleza e mãe de Eros, sentia inveja de uma mortal considerada a mais bela, os homens deixavam de adorar a deusa para observar a beleza de Pisiquê.  Ela ordena ao filho que faça com que a mortal se apaixone pela criatura mais horrenda, ele acaba se apaixonando por Psique, mas essa trai sua confiança, e depois de muitos obstáculos conseguem ficar juntos. Psique representa a alma humana, purificada pelas adversidades.
Alguns capítulos tem o mesmo nome dos de Crepúsculo, achei muito bacana e acabei relendo para comparar. 
Tenho todos os livros em e-book, só Amanhecer e A Breve Segunda Vida de Bree Tanner que tenho físico também, na época li com uma amiga, ela que tinha todos os livros lançados (sim, eu li em 2008!)
Reparem que enquanto Crepúsculo tem 368 páginas, Sol da Meia Noite tem 770!
Em algumas partes até as falam são repetidas, mas de um lado temos a visão da Bella e do outro o do Edward.
Saber o que se passa na cabeça do Edward deu uma perspectiva completamente diferente para história, uma dimensão que faltava aos personagens, motivações e até mesmo humanidade.

Como vampiro, a vida de Edward era imutável, assim como ele. Nada tinha graça, parecia um limbo, mas depois que Bella entrou em sua vida tudo mudou, ele mudou, sua família mudou.
Ela me transformara mais do que eu achava que fosse possível mudar sem deixar de ser eu mesmo.
Bella achava o Edward um deus grego, maravilhoso, perfeito, forte e que não merecia seu amor, não tinha nada que pudesse interessar ele ou qualquer outro menino, auto estima lá embaixo!

Nesse livro ele tem personalidade, medos, paixão, desejos, ódio... 
Agora sim ele parece assustador e capaz de matar a garota, a forma como o cheiro dela tira ele do sério, faz ele quase perder o controle, parece que ela vai morrer no primeiro capítulo! 
Ele parecia antes tão sem personalidade e assexuado, agora vemos que não é nada disso! Ele quer abraçá-la, sentir sua pele, beijá-la, os mesmos sentimentos de um jovem apaixonado. 

Edward nasceu na Chicago de 1901 e foi transformado durante a guerra, quase morreu com Gripe Espanhola quando tinha quase 18 anos. Ele se lembra pouco dessa época, o único amor que ele teve experiência foi o da família, ela é seu primeiro amor e para os vampiros é algo muito mais intenso.

Nesse livro a autora conseguiu o que faltava nos outros, agora entendemos o que ele viu na Bella, algo que muitos questionavam.
Bella é uma garota tímida, reservada, muito responsável, coloca a necessidade de todos acima das suas, muito observadora e para muitos ela é sem graça. O fato de Edward não resistir ao cheiro dela, não conseguir ler seus pensamentos e ela ser tão diferente de todos em Forks, faz ela ser interessante e ele se aproximar, mas é a bondade, teimosia e beleza que fazem ele se apaixonar.
Os colegas, menos Angela, são mesquinhos, mas Bella é boa, gentil e um ímã para tudo de ruim! 

Sobre a família, pelos olhos do protagonista, eles se tornam mais humanos, entendemos seus sentimentos, seus passatempos, seu passado, seus desejos. Ele vê Carlisle e Esme como seus pais, e os outros como irmãos, como uma família. Adorei conhecer mais desses personagens, coisas que Edward não contou a Bella, várias memórias sobre sua família. 
No tempo livre, cada um tem seus hobbies: Edward toca música, Alice gosta de moda e costura, Esme de arquitetura, Rosalie de carros, Emmett de esportes...
Me apaixonei pelo Emmett, ele parece aqueles cachorros grandes que só tem tamanho, mas são uns fofos! A forma como ele logo sente o amor fraternal por Bella e quer protegê-la a qualquer custo é muito lindo. 
Jasper é um personagem muito interessante que eu queria saber mais. Agora sabemos como ele foi importante na situação crítica depois do jogo de beisebol! 
Rosalie é uma personagem difícil, muito fútil, vaidosa e egoísta, mas ainda sim consigo ter empatia pela sua situação. O seu desejo era se casar, ter filhos, netos, envelhecer ao lado da pessoa amada... então algo acontece e todos seus sonhos vão por água baixo. E ela vê que Bella é o que ela queria e nunca vai poder ter: ser humana e estar com apessoa amada, cheia de possibilidades, isso a magoa muito.

Entendemos a dinâmica dos poderes de Edward e Alice, como eles mantém a família segura de serem descobertos "ouvindo e vendo" tudo, percebendo se tem algo de errado a volta, e aproveitando para resolver situações mundanas, como dinheiro. 
Não lembrava sobre seu passado misterioso e fiquei muito curiosa querendo saber mais!

Os dons parecem tem um componente genéticos, além de serem características latentes quando humanos. Assim como Reneesme herdou algo semelhante ao poder do pai, Bella herdou ser um escudo de Charlie, já que Edward não consegue ler seus pensamentos com tanta facilidade como de outros humanos.
Edward se questiona como a combinação de Charlie e Renée levou a Bella, como a mente de ambos funcionam e o sangue. 
E como o personagens lê mentes e sabemos muito mais sobre cada personagem, sabemos mais sobre o relacionamento dos pais de Bella, a separação.

O lado ruim de saber o que todos pensam é que você pode começar a não gostar de alguns personagens: Jessica é muito maldosa e não gosta de Bella, Mike é bem babaca, já Rosalie é tão fútil e egoísta, sente ciúmes de Bella, como uma humana comum chamou atenção mais que ela!
Nesse livro vemos que o único que está bem com a situação de ser vampiro é Emmett, os outros se pudessem, preferiam ser humanos. 
Pela primeira vez em um século, eu estava grato por ser o que era. Ser um vampiro, em todos os aspectos — tirando o perigo em que isso a colocava —, de repente era aceitável para mim, porque foi isso que me permitiu viver o bastante para encontrar Bella.
Como eu disse, li aos 15 anos os livros, quando estava começando a namorar, me relacionei muito com o dilema de será que ela/ele gosta de mim? De não querer ficar longe, ser bem grude! hahaha Mas fica a dica, nunca se afastem dos amigos, não façam como a Bella que só lembra do Jacob quando o Edward termina com ela!
Me lembrei muito dessa época lendo esse livro, me senti nostálgica e com pena do vampiro, tão apaixonado e com medo de colocar a vida da garota em risco, sendo que ele era um risco para ela. Ele se martiriza e sofre muito com a ideia de por sua culpa algo acontecer com ela. Em alguns momentos é até cansativo essa culpa que ele sente, ele se acha egoísta por querer ficar com ela. Isso se reflete em Crepúsculo, em como às vezes ele é frio e mais reservado.
Mas isso era supostamente a coisa certa a fazer. Não parecia certo, mas eu não podia confiar nos meus sentimentos egoístas.
Outra parte que gostei foi o desenvolvimento da mitologia dos vampiros e lobisomens, algo que podia ter sido mais bem desenvolvido nos outros livros. Os seres criados pela autora são bem diferentes dos já vistos, mas acho que faltou desenvolver mais, contar mais sobre os detalhes. Sempre achei que ela tinha um material ótimo mas acabou desenvolvendo de forma rasa.

Eu ri muito quando Edward descobre que Bella entendeu tudo por causa do Jacob e ele sente pena do rapaz pela situação que ela o colocou! hahaha Os quileutes tem suas lendas sobre os vampiros e sobre a família Cullen, Jacob é descendente de um dos líderes, e mesmo os anciãos avisando do perigo, as gerações mais novas acham que tudo são apenas histórias. Gostei de saber mais sobre o tratado a partir da mente do Billy Black
Havia algo de muito... interessante na mente de Jacob Black. Era pura e aberta. Lembrava um pouco a de Angela, só que não tão reservada. De repente lamentei que aquele garoto tivesse nascido meu inimigo. Sua mente era uma das poucas em que era tranquilo estar. Quase serena.
Achei muito interessante como cada vampiro "sente a sede", como o cheiro da Bella é apelativo de uma forma diferente e desproporcional para Edward.
Eu não chegava sequer a interpretar a sede como o restante da minha família. Para mim, a sede era como um fogo ardendo. Jasper a descrevia como uma ardência também, mas para ele era como ácido em vez de chama, uma sensação química e abafada. Rosalie pensava naquilo como uma secura extrema, uma necessidade aterradora em vez de uma força externa. Emmett tendia a avaliar sua sede da mesma forma.
Em uma passagem, Bella fala sobre seus livros favoritos e os lugares que visitou através de suas leituras, achei muito parecido com uma personagem que eu amo, a Tessa Gray de As Peças Infernais da Cassandra Clare.
Havia um pouco de Jane Eyre nela, uma porção de Scout Finch e Jo March, algo de Elinor Dashwood e Lucy Pevensie.
O personagem vai de jovem apaixonado a perseguidor entranho, super protetor e agressivo em alguns momentos. Difícil defender ele ficar indo até o quarto da menina a noite ver ela dormir e ficar mexendo nas coisas dela pra conhecer ela melhor.

Achei alguns diálogos muito... juvenis. O que faz sentido pelo público alvo, ou não! Não sei se os jovens de hoje se interessaram pelo livro ou foi para os adultos resgatando uma nostalgia.
E achei muito engraçado a autora colocar elementos que remetem ao ano que o primeiro livro foi lançado, como prateleiras de CDs, aparelho de som... Muito anos 2000! 

Uma questão muito séria e presente em várias obras é construir caráter ou superação de personagens através de estupro. Achei muito pesado o quase estupro da Bella em Port Angeles por um estuprador em série, como acabamos descobrindo. Acaba servindo apenas para mostrar como Edward era um cara bacana, que tenta resolver a questão já que ele salvou Bella, mas e as outras mulheres?
No caso de Rosalie é ainda mais pesado, ela foi estuprada pelo noivo e seus amigos, depois se vinga e isso mostra uma superação da personagem.
Acho um tema muito sério, pesado e que acaba sendo tratado sem o cuidado necessário.
Esses foram os únicos pontos que me desagradaram um pouco.

No fim, gostei do livro e queria todos os outros na visão do Edward e de outros personagens, já pensou Lua Nova sob a perspectiva do Jacob!?! Como eu disse, a autora tem um material que dá pra explorar mais, para aprofundar e acho que o público quer mais. A autora quer escrever mais livros desse universo, sem ser focado no Edward, mas não será algo breve, infelizmente.
Me senti nostálgica e terminei o livro feliz, querendo mais.
O crepúsculo, de novo — refleti. — Outro fim. Mesmo que o dia seja perfeito, sempre tem um fim.
E aí, quem mais leu, o que achou?
Me contem nos comentários o que vocês acharam.
Beijos e até o próximo post

A Hora do Lobisomem | Meu primeiro livro do Stephen King

em quarta-feira, novembro 27, 2019




Oi pessoal, outro dia fui na casa da Bárbara e estávamos conversando sobre livros, algo que a gente ama! Falei pra ela que já tinha lido sobre anjos, vampiro, bruxa mas lobisomem nunca! Então ela me emprestou esse livro que ela já tinha me falado sobre mas eu tinha medo de ler hahaha



São 12 capítulos, alguns tem 3 páginas e a história é muito envolvente, não é terror e é muito difícil parar de ler! 


O livro tem 152 páginas, eu li em algumas horas, não conseguia parar! A história se passa em uma cidade pacata, Tarker's Mill, em que acontecimentos assustadores fazem os moradores suspeitarem da existência de um lobisomem. Cada capítulo é um dia de lua cheia e um ataque diferente, cada vez o leitor vai ficando mais curioso: quem vai morrer agora? E principalmente, quem é o lobisomem? Enquanto não terminei o livro não sosseguei, amei cada capítulo e o final!


A história é de 1983, o livro conta com ilustrações incríveis do Bernie Wrightson e alguns ilustradores foram convidados para ilustrar suas partes favoritas do livro.

Essa edição é da Suma de Letras, de 2017, muito linda e a Bárbara já falou sobre ele no blog, não deixem de conferir a resenha dela!


Ah, e tem uma adaptação cinematográfica de 1985 com roteiro do próprio Stephen King!


Não quero dar muitos detalhes, leiam e me contem o que acharam! 


Foi minha primeira experiência com o autor apesar de já ter lido há muitos anos A Estrada da Noite do Joe Hill, filho do Stephen King. Quem também é medroso, pode ler sem medo, não dá pesadelo hahaha.







Agora quero pedir emprestado Hex (tem uma edição da Dark Side lindíssima!) do Thomas Olde Heuvelt, fiquei bem curiosa para ler!



Me contem aí nos comentários se vocês gostam de obras de terror ou são medrosos igual eu! hahaha




Beijos e até o próximo post!


800 páginas em uma semana | Diário de Leitura

em sexta-feira, março 15, 2019





Ilustração por Alice Duke

Oi pessoal, se tem uma coisa que eu amo é ler, e quando eu começo um livro bom eu abandono tudo e só quero ler!


Eu acompanho as séries de livros da Cassandra Clare desde Instrumentos Mortais (acho que em 2014), amo a forma como ela desenvolve os personagens e a história, tem romance, ação, estratégia, política, ótimos vilões! Já falei em vídeo um pouco sobre a linha do tempo das histórias dela (link do vídeo), e acabou de lançar no Brasil pela Galera Record o último livro da trilogia Os Artifício das Trevas, Rainha do Ar e da Escuridão.


Meu livro chegou dia 02/03 e assim que pude corri pra ler, são quase 800 páginas de muitas emoções misturadas! Resolvi então gravar um diário de leitura, meio reagindo ao livro, ficou um pouco longo (juro que tentei resumir ao máximo!), foi bom que assim pude lembrar o que achei de cada parte do livro e contar pra vocês.




































Comecei minha leitura já a meia-noite, mais para o dia 03 do que 02 hahaha, o início do livro começa um pouco depois que o anterior acaba, fiquei bem emocionada e triste. O personagem que mais me preocupava era o Tiberius, gêmeo da Livia, a relação dele com o Kit Herondale se desenvolve bastante e é fofo como eles e a Drusilla se aproximam. Finalmente pudemos ver como é a Dru, ela é sempre descrita como não sendo magra e recebe muitos comentários maldosos, nessa ilustração da Alice Duke temos ela no centro, como alguém pode não achar ela linda eu não sei.




Da esquerda para direita: Aline Penhallow, Helen Blackthorn, Tiberius Blackthorn, Drusilla Blackthorn, Mark Blackthorn, Diana Wrayburn, Octavian Blackthorn

Falando em Kit, sabemos mais sobre a família e a misteriosa e perigosa descendência dele.

Aparece um fantasma no início e lembrem-se os membro da família Herondale costumam ter a capacidade de ver fantasmas.


Acontecem coisas nesse livro que eu não esperava e fiquei chocada! Personagens que eu nunca imaginava apareceram, outros que eu achava que estavam mortos não estavam, até o Church apareceu!


Alguns personagens eu adoro,como o Simon e o Magnus que protagonizam os Instrumentos Mortais, amo a Tessa e o Jem de As Peças Infernais, e dos Artifícios das Trevas amo os irmãos (Helen, Mark, Julian, Tiberius e Livia, Drusilla e Octavian), Emma e Cristina.




 Ilustração por Cassandra Jean



E na mesma proporção de amor eu detesto a Zara Dearborn e o pai, assim como os membros da Tropa, ela me dá nos nervos!!! Ah, o mesmo serve para Anabelle Blackthorn, ahhh!


O livro é narrado de forma intercalada, cada parte por um personagem diferente, deixando impossível parar de ler!

Amei as partes da Diana e do chefe da Caçada Selvagem, Gwyn ap Nudd, além de todos os acontecimentos na Corte, tanto Seelie quanto Unseelie! Saber mais sobre o Rei e os Príncipes, como é diferente dos outros membros do Submundo!


Temos um personagem novo cheio de mistério: Ash não vou falar o sobrenome para vocês não descobrirem quem é.


A segunda parte do livro se passa em outra dimensão, uma loucura, não vou contar mais para não dar spoiler.


O Julian está diferente nesse livro, em uma parte ele toma a liderança, monta um exército e faz um discurso lindo, que remete muito ao lema da família Blackthorn "Lex malla, lex nulla", uma lei ruim não é lei.



Não estamos sugerindo a destruição do governo, estamos dizendo que ele está sendo destruído agora, já, de dentro. A Clave foi feita para dar voz a todos os Caçadores de Sombras. Se todos perdemos a voz, então não é nosso governo (...) Quando as Leis são transgredidas para colocarem um inocente em perigo, ela não é nossa Lei.



 Além de guerreiro, cuidar dos irmãos, Julian também desenha e pinta, a parte mais linda e emocionante do livro é o estandarte que ele cria para exército dele. Não sei se vocês vão considerar um spoiler, então vou escrever em branco, para ler é só marcar o texto.







Ilustração por Alice Duke


Julian cria a Vigilância de Lívia, no centro do estandarte temos o sabre que a Livvy usava, assim como o seu medalhão, atrás um par de asas de anjo e ao redor os símbolos que representam os membros do Submundo: uma estrela para os vampiros, um livro de feitiços para os feiticeiros, uma lua para os lobisomens e um trevo de quatro folhas para as fadas.


O final do livro foi agridoce, alguns personagens tiveram um fim maravilhoso, outros não era o que eu esperava, algo acontece a Clave e o resultado vai mudar tudo para os Caçadores de Sombras e membros do Submundo, tem muito ainda para acontecer, muitos ganchos para mais histórias! Quero saber mais sobre os membros mais jovens da família Blackthorn, sobre o Kit, os membros do Submundo (principalmente sobre as Fadas!), mal acabei e já quero mais!


Acompanhem o canal que em breve vai ter vídeo com resenha do livro e vou contar mais sobre o que eu achei!


Vocês já conheciam a autora, deu vontade de ler? Me contem nos comentários!


Até o próximo post!

A Forma da Água | Resenha SEM SPOILER

em sexta-feira, outubro 19, 2018




Oi pessoal, agora eu engatei nas leituras e vou contar pra vocês sobre esse livro maravilhoso, mas calma que não vai ter spoilers, vou contar um pouco dos personagens, um geral da história e só!


NÃO TEM SPOILER NO POST E NO VÍDEO, pode ler e assistir sem medo!




Ah, não deixe de assistir, deixar o like e se inscrever no canal!


O livro foi escrito pelo Guillermo Del Toro e Daniel Kraus, ao mesmo tempo em que trabalhavam no roteiro do filme. São obras originais e distintas, cada um conta a história de uma forma e com um foco diferente.


A história se passa em 1962, durante o período da Guerra Fria, em Baltimore nos EUA.




A protagonista é a Elisa Sposito, uma mulher muda, órfã, que foi encontrada ás margens de um rio e criada/maltratada em um orfanato, tem várias cicatrizes e trabalha como faxineira na OCCAM. Ela ama sapatos, filme e música!





Sua amiga mais próxima (Elisa não tem muitos amigos), é a Zelda Dalila Fuller, que trabalha com ela no turno noturno nesse lugar, uma mulher negra e gorda. Ela sofre muito preconceito e racismo, é tagarela e ama muito a amiga! A relação das duas é muito bonita, existe muita fidelidade, e mesmo Elisa não conseguindo falar, Zelda se empenha em entender a amiga e ajudá-la. Zelda conta as dificuldades que passa por ser negra em uma época de segregação racial, como quando algo ruim acontece relacionado a uma pessoa negra logo já associam a ela, como se todos os negros fossem iguais.


A OCCAM é um centro de pesquisas aero-espaciais do governo, o objetivo é descobrir aplicações militares e aeroespaciais para que os EUA pudessem superar a URSS na corrida espacial. A história real é o cenário para a história do livro acontecer.


Nesse local tem outras pessoas que trabalham no mesmo turno que a Elisa e a Zelda: Yolanda uma mexicana simplória, Antonio um dominicano estrábico, Duane é mestiço e não tem dentes, Lucille é albina. Todos isolados da sociedade, pobres, sem estudo, sem opções, logo perfeitos para o trabalho, quem acreditaria neles se ele descobrissem o que acontecia lá?!





Outro personagem importante é o Giles Gunderson, amigo e vizinho da Elisa. Ele já é um senhor, careca (mas usa peruca), pintor e gay. Ele trabalha como freelancer para uma empresa de publicidade, mas o uso de pinturas já está caindo em desuso. É muito interessante a forma como ele se relaciona com as pessoas e com ele mesmo, por ser gay ele já foi preso por depravação, já que ele achou que um cara estava correspondendo a ele e não foi o caso...





Elaine "Laine" Strickland é a esposa do vilão Coronel Richard Strickland, criada para casar, ter filhos e cuidar da casa e família. A vida dela seguia para esse caminho até o marido sair em uma missão e ficar fora por mais de uma ano, então ela teve que aprender a se virar sem ele e começou a gostar dessa vida. Quando ele volta para casa ela não quer continuar a vida sem graça de ser apenas a mãe e esposa, ela mostra como é ser mulher nessa sociedade, o machismo como algo normal, inclusive para ela.


O Coronel Richard Strickland é um militar que após a Guerra da Coreia fica mais louco, algo acontece relacionado ao General Frank Royt e liga ele a esse homem. Tem uma relação muito estranha com a Elisa.


O coronel é um homem babaca, racista, machista, que lidera pelo medo e humilhação, agressivo, cruel. A missão que ele ficou fora por mais de uma ano foi em busca do Deus Brânquia pela Amazônia a mando do general.




Não podemos deixar de falar sobre a criatura, o Deus Brânquia, um anfíbio mágico, um deus realmente, conectado a Natureza, dotado de uma certa inteligência. Ele é tratado na OCCAM como recurso, apenas um cobaia, um material a ser pesquisado.


O responsável pelo estudo da criatura é o Bob Hoffstetler, um biólogo, chama a criatura de Devoniano, e entra em um dilema moral: mesmo querendo saber mais sobre a criatura será que ela merece ser estudada dessa forma, será que é certo tratar ele como cobaia?





O livro fala muito sobre empatia, amizade, como um mundo pode ser cruel com cada um, como cada pessoa tem uma vivência diferente, explora as minorias, o racismo, machismo, preconceito, crueldade, falta de acessibilidade.

Não é apenas uma história de amor, mesmo porque não acho que essa é a relação que a Elisa tem com a criatura, a conexão deles vai além de uma paixão, são dois seres que ignorados e veem uma forma de se comunicar que não necessita de palavras.


Existe um tom erótico em algumas cenas, mas não é algo gratuito, a relação da sexualidade dos personagens é algo importante, que acrescenta na sua caracterização e história.





Todos os personagens acabam se encontrando em algum momento e mudam a vida um dos outros, o final é muito esperançoso, os personagens encontram uma redenção e tem algo meio fantasioso.





Eu amei o livro e a reflexão que ele traz, as discussões, os personagens não são rasos, tem várias camadas e é possível entender suas motivações, a importância dos amigos na vida da protagonista.


Destaque para uma frase do Giles que ficou na minha cabeça e me fez refletir muito!


Em que momento uma anomalia deixa de ser algo que foge à regra e começa a ser apenas a maneira como as coisas são?


Me contem quem já leu ou assistiu ao filme, o que achou?!


Beijos e até o próximo post!

Já deu Cassandra Clare?

em terça-feira, agosto 23, 2016





Oi pessoal, já tem um tempo que quero fazer um vídeo comentando sobre essa autor que eu amo, mas sempre tive receito de ser um vídeo mal recebido ou polêmico demais, entretanto resolvi me arriscar!



Contei sobre a linha de tempo das histórias, como elas se entrelaçam e se eu acho que já chega de livros desse universo criado pela autora.






Se vocês gostarem, não deixem de curtir e se inscrever no canal!


Beijos e até a próxima!



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